5 competências essenciais para os advogados do futuro

Muito tem se falado sobre o futuro do Direito e, em especial, da Advocacia. Embora ninguém seja capaz de prever o futuro – nem mesmo os futuristas, ao contrário do que muitos pensam[1] –, parece não haver dúvida de que o mercado jurídico está exigindo de todos nós, profissionais, um conjunto de novas competências. Hoje quero tratar de 5 competências essenciais para os advogados do futuro.

5 competências essenciais para os advogados do futuro

Mas quais são essas competências? De acordo com Mark A. Cohen, CEO da consultoria jurídica Legal Mosaic, durante muito tempo “conhecer as leis” era o único requisito exigido dos advogados para a prestação de serviços jurídicos. Mas esses dias não mais existem. Conforme ele, o advogado do futuro deve expandir seu conhecimento jurídico e desenvolver, pelo menos, 5 competências essenciais:

1. Inteligência emocional

Durante transações comerciais ou negociações, muitos profissionais da advocacia assumem posturas que mais agravam o problema do que o resolvem. Isso decorre, muitas vezes, da falta de inteligência emocional. Só para ilustrar: a inteligência emocional envolve reconhecer e avaliar as emoções dos outros, estabelecer empatia com esses sentimentos e também identificar nossos próprios sentimentos.

2. Fluência comercial básica

Quando se fala em “fluência”, muitos já pensam na fluência no inglês. Mas desenvolver a fluência comercial é mais do que falar outra língua. Fluência comercial é a capacidade de entender e operar efetivamente em diferentes culturas comerciais. Em suma, o advogado deve conhecer a cultura na qual a empresa contratante está inserida para entender, de perto, quais são seus reais problemas.

3. Colaboração

O mundo dos negócios, historicamente pautado pela competitividade, está aderindo à colaboração. Aliás, muitas empresas já entenderam que colaborar é melhor do que competir. Conforme Cohen, a colaboração é uma competência fundamental para os advogados do futuro. Profissionais capazes de trabalhar de forma colaborativa terão muito mais sucesso no mercado jurídico do futuro.

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O advogado 4.0 deve enxergar a tecnologia como oportunidade (e não como ameaça)

4. Vendas e marketing

O Código de Ética e Disciplina da OAB, de 1994, veda iniciativas de marketing no geral, sobretudo nas redes sociais. Mas os tempos agora são outros, e a própria OAB está discutindo os limites da publicidade na profissão. Ao que tudo indica, teremos um novo modelo de publicidade no futuro, e advogados capazes de dominar conhecimentos de vendas e marketing serão capazes de potencializar seus negócios.

5. Entender a aplicação e o impacto da tecnologia na prestação de serviços jurídicos

A prática jurídica está sendo transformada pelas novas tecnologias. Soluções tecnológicas desenvolvidas por startups estão aprimorando os serviços jurídicos e oferecendo diferenciais competitivos. Os advogados que enxergam a tecnologia como oportunidade (e não como ameaça), compreendendo o impacto das tecnologias na prestação dos serviços jurídicos, estarão mais preparados para o futuro.

Competências essenciais para o futuro

A Quarta Revolução Industrial está transformando a prática jurídica. As questões jurídicas estão cada vez mais complexas, pois as relações humanas também estão mais complexas. Nesse cenário, desenvolver novas competências, como as sugeridas por Mark A. Cohen, é um passo importante para o profissional do futuro. Enfim, o continuous reskilling é, sem dúvida, um imperativo da “nova advocacia”.


NOTA

[1] Os futuristas não fazem previsões. Normalmente mal compreendidos, esses profissionais estudam os fatores que impulsionam a mudança, avaliam tendências, pesquisam sinais e, com uma boa dose de imaginação, cogitam cenários possíveis, que podem ou não se concretizar. Em resumo, o objetivo, na maioria das vezes, é auxiliar pessoas físicas ou jurídicas na tomada de decisões estratégias para seus negócios.


Continue explorando o assunto

COHEN, Mark A. The future lawyer. Forbes, Nova Jersey, 30 mai 2017.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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