Advogados corporativos estão ansiosos, estressados e cansados, revela pesquisa

Os advogados corporativos estão ansiosos, estressados, cansados e trabalhando bem mais que antes da pandemia. A revelação é de uma recente pesquisa da Association of Corporate Counsel, que, de um universo de cinco mil associados, obteve respostas de 460 membros, com objetivo de entender como a crise estava afetando suas atividades profissionais.

Conforme a pesquisa da associação estadunidense, a maioria dos advogados corporativos estão trabalhando em casa. Questionados, em primeiro lugar, sobre a disposição atual de trabalho, 88.3% dos entrevistados indicaram que estão trabalhando remotamente. Já 11,7% responderam que, mesmo na crise, seguem laborando no espaço físico da organização:

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Quantidade de trabalho durante a pandemia

Mais da metade dos entrevistados respondeu estar trabalhando bem mais que antes da pandemia, ou seja, quando laboravam em espaço físico. Em síntese, 53,4% responderam que estão trabalhando mais; 39,9% disseram que estão trabalhando a mesma quantidade de tempo; e apenas 6,7% dos entrevistados afirmaram que estão trabalhando menos que antes:

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Advogados corporativos estão ansiosos, estressados e cansados

Em relação ao bem-estar desde o surto de COVID-19, quase metade (49,1%) dos participantes respondeu se sentir cansado ou com pouca energia. Além disso, 48,9% responderam que estão tendo dificuldades para dormir ou relaxar; 43,9% afirmaram que estão sofrendo de ansiedade; e 42,6% apontaram que estão nervosos, estressados ou se sentindo “no limite”:

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Embora revelem o lado negativo da pandemia, os resultados da pesquisa foram avaliados positivamente pelo vice-presidente da ACC, Tori Payne. De acordo com ele, o levantamento identificou temas que inicialmente não estavam no radar da associação. Com os resultados, a associação espera ajudar seus associados a serem “física e mentalmente úteis no futuro”.

Clique AQUI para conferir a pesquisa na íntegra.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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