Advogados devem continuar inovando mesmo depois da pandemia, afirmam especialistas

Em recente palestra no ABA Techshow 2021, o CEO da empresa de tecnologia jurídica Fastcase, Ed Walters, afirmou que os advogados devem continuar inovando mesmo depois da pandemia. Conforme ele, os profissionais da advocacia têm uma oportunidade de ouro para avançar rumo a um novo horizonte e não podem retroceder às práticas de antes.

Advogados devem continuar inovando mesmo depois da pandemia

De acordo com Walters, a adoção de soluções tecnológicas ajudará os advogados a dedicar menos tempo em atividades administrativas e, consequentemente, mais tempo em atividades que podem gerar mais receita aos escritórios. Na visão dele, profissionais que ficam administrativamente sobrecarregados perdem oportunidades de fechar contratos.

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Para Ed Walters, os advogados não podem retroceder às práticas de antes

Jack Newton, CEO da Clio, compartilha da ideia. De acordo com ele, os advogados devem seguir implementando tecnologias para garantir que os clientes se comuniquem facilmente com os escritórios – desde o momento “pré-contratual”. Conforme Newton, os profissionais devem adotar uma abordagem centrada no cliente, em vez de centrada neles próprios.

É assim que você vai prosperar neste novo ambiente. – Jack Newton (CEO da Clio)

Para Jack Newton, os advogados devem adotar uma abordagem centrada no cliente

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Durante sua fala, Newton apresentou também estatísticas do 2020 Legal Trends Report, apontando que a maioria dos clientes (69%) prefere trabalhar com advogados que possam compartilhar documentos eletronicamente, por meio de uma página, aplicativo ou portal; e que 50% dos clientes preferem resolver as questões jurídicas de forma remota.

A pandemia acelerou a transformação no setor jurídico, levando escritórios de advocacia e departamentos jurídicos a adotarem novas tecnologias e metodologias em suas atividades. Em suma, tanto Ed Walters quanto Jack Newton acreditam que os profissionais da advocacia devem continuar inovando mesmo depois da crise do COVID-19.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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