Advogados devem entender como funcionam os negócios de seus clientes

Os escritórios de advocacia devem entender profundamente como funcionam os negócios de seus clientes e investir em relacionamentos a longo prazo. As conclusões são do relatório State of the UK Legal Market 2021, publicado pelo Thomson Reuters Institute, que contou com a participação de mais de 400 profissionais do Reino Unido.

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Relacionamento a longo prazo

O ano de 2020 foi atípico, pelos motivos que todos sabemos. Foi também um ano em que muitas empresas no Reino Unido olharam para seus escritórios de advocacia externos e se perguntaram: em qual(is) dele(s) realmente confiamos? A pandemia vem levando o mercado a perceber, em suma, a importância de investir em relações a longo prazo.

No Reino Unido, os clientes não apenas passaram a enxergar de forma mais favorável os escritórios de advocacia que investem no relacionamento; mas também começaram a demandar mais serviços. Há uma inclinação natural a indicar clientes, parceiros ou colaboradores ao escritório se já existe um histórico positivo e de bom convívio.

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Os profissionais precisam “falar a mesma língua” de seus clientes

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Advogados do futuro deverão ser também consultores de negócios

De acordo com o relatório, muitos escritórios de advocacia passarão a reavaliar seus comportamentos por conta das exigências do mercado. O novo momento exigirá, em síntese, que os profissionais invistam em modelos de serviços sustentáveis e também em estratégias para aprimorar o relacionamento de longo prazo com seus clientes.

Embora o conhecimento técnico e a reputação do escritório de advocacia ainda sejam considerados relevantes, os clientes desejam mais. No momento da escolha, as empresas do Reino Unido estão privilegiando escritórios com que possuem relacionamentos de confiança e profissionais que se dedicam a compreender como funcionam seus negócios.

Entendendo como funcionam os negócios dos clientes

O report sugere, em síntese, que os escritórios de advocacia devem dedicar tempo para compreender a operação de negócios dos clientes. Os profissionais precisam “falar a mesma língua” de seus constituintes. Ou seja, precisam entender os riscos e os principais desafios enfrentados por seus clientes, para melhor orientar a tomada de decisões.

Muitos escritórios de advocacia passarão a reavaliar seus comportamentos

As conclusões sinalizam que os advogados do futuro deverão oferecer mais do que aconselhamento jurídico, atuando também como consultores de negócios. Os profissionais da advocacia precisarão não apenas desenvolver o tino para novos negócios, como também ter amplo conhecimento sobre o mercado no qual seus clientes atuam.

Os clientes passaram a desejar mais do que uma interpretação legislativa, uma petição bem feita ou mesmo um contrato bem elaborado. As demandas exigem que advogados também atuem como consultores de negócios. Em suma, quanto mais o profissional entender os negócios de seus clientes, melhor estará preparado para aconselhá-los.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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