Advogados investem em tecnologia e novas formas de prestar serviços

A Oxford University publicou recentemente o relatório Technology and Innovation in Legal Services. O material, encomendado pela Solicitors Regulation Authority (SRA), o órgão regulador dos solicitadores na Inglaterra e no País de Gales, revela que os escritórios de advocacia estão investindo em tecnologia e novas formas de prestar serviços.

Liderado pela professora Mari Sako, que se dedica a pesquisar sobre a globalização dos serviços jurídicos, o survey buscou entender como os escritórios de advocacia estão aderindo às novas tecnologias, além de identificar as dimensões do ecossistema de inovação do Reino Unido. No total, 891 escritórios de advocacia participaram do levantamento.

Novas formas de prestar serviços

O relatório assinala que os escritórios de advocacia passaram por mudanças significativas desde o começo da pandemia. Conforme o estudo, 55% dos participantes melhoraram ou aumentaram o uso de tecnologia em seus escritórios de advocacia. Já 48% promoveram mudanças significativas na forma de prestar e entregar seus serviços jurídicos.

Os sistemas de videoconferência para reuniões com clientes estão entre as tecnologias mais adotadas pelos escritórios (87%). Em seguida vem o armazenamento de dados na nuvem (66%) e os softwares de gestão prática (62%). Softwares de pesquisa jurídica (50%) e de assinatura eletrônica (37%) fecham a lista das ferramentas mais usadas.

Na visão dos maioria dos participantes, em síntese, a tecnologia jurídica serve para melhorar a qualidade do serviço (72%) e aprimorar a eficiência dos fluxos de trabalho (71%). Conforme os respondentes, as ferramentas ajudam as equipes a trabalhar com mais flexibilidade (44%) e reduzem os custos gerais de entrega dos serviços jurídicos (33%).

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Os escritórios de advocacia passaram por mudanças significativas

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Barreiras na implementação de novas tecnologias

O survey conduzido pela Oxford University indagou os participantes sobre as barreiras na implementação de novas tecnologias. Para quem já as adota as ferramentas, aliás, a falta de capital para investimento é atualmente o principal obstáculo (58%). Em seguida vem a falta de experiência da equipe para avaliar e implementar a tecnologia (50%).

Já para aqueles que ainda não utilizam tecnologia jurídica, a incerteza em relação aos benefícios comerciais esperados (36%) figura como a principal barreira. Alguns participantes responderam, além disso, que a adoção de novas tecnologias não é uma prioridade estratégica (31%) e que não há necessidade nas empresas nas quais trabalham (27%)

Acesse o relatório

Clique AQUI para acessar o relatório na íntegra (em inglês).


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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