As 5 fases de recuperação dos escritórios de advocacia em meio à pandemia

Em recente artigo publicado no LinkedIn, Richard Susskind e Daniel Susskind sustentaram que todas as empresas, incluindo os escritórios de advocacia, terão de passar por cinco fases de recuperação em meio à pandemia: mobilisation, lock-down, emergence, surge e equilibrium (mobilização, “confinamento”, emergência, “regeneração” e equilíbrio).

Fases de recuperação dos escritórios de advocacia

Em síntese, confira a seguir mais detalhes dos cinco estágios propostos pelos Susskinds:

fases de recuperação 01

Primeira fase: mobilização (mobilisation)

A primeira fase é representada pela mudança imediata no estilo de trabalho (físico para o remoto), com foco na sobrevivência a curto prazo. Neste momento, os escritórios de advocacia estão preocupados em cuidar de seu pessoal (funcionários, advogados associados, etc), ajudar os clientes (sobretudo aqueles com demandas urgentes) e a si próprios.

Segunda fase: “confinamento” (lock-down)

Na segunda fase, advogados passarão a se comunicar e também a colaborar online. É, em suma, o momento atual. A maioria das empresas, incluindo escritórios de advocacia, desenvolverão novas práticas e aprenderão a utilizar as diversas tecnologias e ferramentas disponíveis no mercado. Além disso, a demanda cairá significativamente em muitas áreas.

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Terceira fase: emergência (emergence)

Esta fase é a mais difícil de prever, e há dois cenários possíveis. No primeiro deles, as pessoas voltarão às suas vidas cotidianas e a trabalhar de forma presencial como antes. Em síntese, haverá uma “divisão” no mercado (jurídico), e alguns profissionais não desejarão atender pessoas contaminadas pelo COVID-19, ou mesmo em recuperação.

O segundo cenário pressupõe que o coronavírus se espalhará novamente ao redor do mundo. Caso esse segundo cenário (de emergência) ocorra, os profissionais retornariam à fase anterior (“confinamento”). Além disso, Richard Susskind e Daniel Susskind não descartam a possibilidade de alternância entre o “confinamento” e emergência nos próximos meses.

Quarta fase: “regeneração” (surge)

Muitas pessoas que perderam seus empregos no começo da crise serão, agora, reativadas. Clientes que precisavam de serviços jurídicos nas fases iniciais do COVID-19, mas sem condições de arcar com os honorários, passarão a ter condições financeiras. Consequentemente, advogados que cuidaram de seus clientes no início da pandemia serão recompensados.

Quinta fase: equilíbrio (equilibrium)

A pandemia cessará em algum momento e seus efeitos serão mitigados. Muitas das tecnologias forjadas no calor da mobilização (primeira fase) e “confinamento” (segunda fase) serão consideradas preferíveis às técnicas usadas antes da crise. Clientes perceberão as ineficiências práticas do “semianalógico” e insistirão para que escritórios mantenham as alternativas digitais.

O mundo (do Direito) jamais será o mesmo

Richard Susskind e Daniel Susskind concluem que as empresas, incluindo os escritórios de advocacia, devem ter estratégias e planos para cada uma das cinco fases. Como ninguém pode prever o futuro, os prognósticos dos especialistas poderão não corresponder à realidade dos próximos meses. Mas, enfim, é evidente que o mundo (do Direito) jamais será o mesmo.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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