Código de ética global sobre inteligência artificial está prestes a se tornar realidade

Um grupo de 24 especialistas de diferentes partes do mundo está elaborando aquele que poderá vir a se tornar o primeiro código de ética global sobre inteligência artificial (IA). O documento, de iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), poderá nortear leis nacionais e internacionais sobre o tema.

Código de ética global sobre inteligência artificial

A recomendação define sistemas de IA como “modelos e algoritmos que produzem uma capacidade de aprender e executar tarefas cognitivas, como fazer recomendações e decisões em ambientes reais e virtuais”. A redação inicial do documento, de 19 páginas, também determina o escopo de aplicação e elenca propósitos, objetivos, valores e princípios.

De acordo com Edson Prestes, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e único brasileiro a participar do processo, a lei será um marco para a humanidade. Conforme Edson, que participa do Painel de Alto Nível sobre Cooperação Digital da ONU, será a primeira legislação em escala global a oferecer diretrizes éticas sobre a IA.

Nossa expectativa é que ela venha a influenciar a elaboração de regulamentações e legislações nacionais e internacionais sobre o assunto. – Edson Prestes
código de ética global 01
A redação inicial do documento tem 19 páginas

Discriminação algorítmica e preconceitos

A recomendação reúne dezenas de diretrizes, com especial destaque ao item 12. Segundo ele, os sistemas de IA devem ser projetados e utilizados de maneira a respeitar todos os grupos da humanidade. O documento refere ainda que a discriminação (algorítmica) e o viés/preconceito (bias) devem ser abordados durante todo o ciclo de vida dos sistemas.

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Conforme a Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, a IA é mais do que um ponto de virada técnico; é uma disrupção tecnológica que está testando os limites da humanidade. Para ela, devemos atentar para todas as questões que a transformação traz; e garantir que não sacrificaremos nossos valores à medida que avançamos, cada vez mais, na era da IA.

Íntegra da recomendação

Clique AQUI para acessar a íntegra da recomendação.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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