Departamentos jurídicos preferem Excel a sistemas de inteligência artificial para gerenciar contratos

Um estudo divulgado nesta semana revelou que a maioria dos departamentos jurídicos de empresas e organizações não adota inteligência artificial para analisar e gerenciar contratos. Dos 50 maiores departamentos jurídicos – sendo a maior parte estadunidenses –, 62% ainda utiliza o Excel para examinar manualmente os dados contratuais. A pesquisa foi desenvolvida pela empresa britânica ContractPodAi.

Departamentos jurídicos preferem o Excel

De acordo com Charles Dimov, vice-presidente de marketing na ContractPodAi, o comportamento das empresas se deve, em parte, pela desconfiança. E isso vale tanto para as soluções tecnológicas disponíveis quanto para as startups que as oferecem. Na avaliação de Dimov, as empresas não sabem em quem confiar e optam por manter a análise e gerenciamento de contratos por meio de ferramentas como Excel e SharePoint.

Os departamentos jurídicos – que, combinados, gerenciam mais de 10 mil contratos – foram entrevistados por dois meses. Durante o período, a ContractPodAi conduziu uma série de questionamentos, buscando entender como eles utilizam a tecnologia de modo geral, como lidam com o gerenciamento de riscos contratuais, como analisam dados não estruturados e como medem o desempenho das carteiras.

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Os departamentos jurídicos foram entrevistados durante dois meses

O que mais o estudo revela

O estudo revelou que quase 20% dos departamentos jurídicos já estão utilizando ferramentas automatizadas de gerenciamento de contratos. O objetivo da escolha, aliás, é aprimorar o fluxo de trabalho e obter vantagens competitivas no mercado. Além disso, as entrevistas demonstraram que 34% enxergam a tecnologia como despesa e apenas direciona investimentos a softwares e outras ferramentas quando necessário.

Enfim, o estudo constatou que quase 50% de todas as empresas planejam adotar tecnologias de mitigação de riscos de contratos alimentadas por inteligência artificial nos próximos meses. Só para ilustrar: tais tecnologias são capazes de encontrar desvios e cláusulas “questionáveis” nos contratos de forma automatizada, permitindo que advogados sejam acionados somente quando há um problema sério a ser resolvido.

Clique AQUI para ler o estudo na íntegra.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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