EasyJur utiliza inteligência artificial para agilizar o monitoramento de processos

Continuo a série de entrevistas com (co)fundadores de lawtechs e legaltechs do Brasil. Na entrevista de hoje, recebi a EasyJur, uma plataforma que utiliza inteligência artificial para oferecer serviços de busca automática de processos, controle financeiro e controladoria jurídica. Conversei com o Vinícius Marques, CEO da startup, sobre o funcionamento da EasyJur e os planos para o futuro.

Conheça, então, mais detalhes da EasyJur:

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1. Em primeiro lugar, como surgiu a EasyJur?

Como uma boa startup, a EasyJur também surgiu de um problema que tive durante uma passagem da minha vida. Minha família passava por um processo judicial envolvendo a casa em que morávamos. Infelizmente, o advogado contratado perdeu um prazo decisivo, e nossa família foi surpreendida pelo oficial de justiça batendo na porta para nos despejar.

Levando o ocorrido para a avaliação de um outro advogado, soube que a decisão já não poderia mais ser remediada e que a questão da perda do prazo, de fato, era um problema enfrentado por vários advogados, por ser ainda uma atividade repetitiva e extremamente suscetível a erros humanos.

Na época, eu tinha uma software house, e, verificando a possibilidade de resolver um problema que claramente acometia vários profissionais do meio jurídico e que envolvia também seus clientes (que poderiam inclusive sofrer danos irreversíveis, assim como aconteceu com minha família), comecei então a desenvolver o software jurídico que gerencia processos e movimentações utilizando inteligência artificial, que viria a se tornar o EasyJur que temos hoje.

2. Em síntese, quais são os serviços oferecidos pela startup?

A EasyJur conta hoje com um software completo para gestão de escritórios de advocacia e empresas com departamento jurídico integrado. Utilizamos inteligência artificial para fazer a captura de processos judiciais e as movimentações diretamente do tribunal.

No próprio sistema também é possível fazer a formulação de agenda, baseando-se nos prazos determinados nas movimentações, gestão completa do escritório, incluindo controle financeiro, gestão de pessoas, base de planejamento estratégico, contratos e muito mais.

3. Qual é o diferencial da EasyJur em relação às demais startups que oferecem soluções similares?

Nosso foco, claro e objetivo, é reduzir os conflitos de direito, automatizando as atividades repetitivas dos advogados, que, além de consumir muito tempo desses profissionais, estão sujeitas a erros humanos, devido ao grande volume de processos que nosso país movimenta de maneira lenta e pouco resolutiva.

Por mantermos o foco em solucionar os problemas do nosso cliente, seguimos uma linha de melhoria contínua acompanhando diariamente suas demandas por novas funcionalidades.

Desse modo, hoje já contamos com um sistema completo que atende desde o básico com a coleta de processos até uma gestão mais complexa e estratégica do escritório, tudo em um único sistema. Sendo assim, nossos clientes só precisam sair do software para tomar um cafezinho, mas nosso desenvolvedores já estão trabalhando para resolver isso (risos).

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4. Aliás, a EasyJur tem um Propósito Transformador Massivo (MTP)? Se sim, qual?

Em resumo, nosso MTP é criar o maior ecossistema do mundo para resolução de conflitos.

5. Quem são as pessoas por trás da startup?

Por trás desse movimento de “virada de chave” no Direito, contamos com uma equipe de desenvolvimento e suporte trabalhando em conjunto, garantindo uma experiência memorável aos nossos usuários. Completando esse time infalível, temos ainda a equipe do marketing e comercial, cuidando do nosso relacionamento com os clientes.

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6. Enfim, quais são os planos da EasyJur para os próximos anos?

Já estamos em um movimento de ampliação de nossa base de dados, focados em atender toda a demanda que está chegando, através do convênio firmado com as OABs. O software já está sendo disponibilizado gratuitamente, através da parceria, aos advogados conveniados da OAB/MG, OAB/RS e OAB/DF.

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O objetivo é estender o acordo a todas as OABs do Brasil e consequentemente atingir uma grande parcela do mercado, atendendo grandes escritórios e empresas mutuamente e, desse modo, o presente e o futuro da advocacia, como parte integrante da digitalização do meio jurídico. Vejo um futuro onde seremos um divisor de águas na história do direito. Da era do trabalho manual e repetitivo para a era tecnológica de infinitas possibilidades.


Então, você já conhecia a EasyJur?

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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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