Escritórios de advocacia devem se tornar multidisciplinares, sugere relatório

Recente relatório lançado pelo Thomson Reuters Legal Executive Institute and Peer Monitor, em parceria com o Center on Ethics and the Legal Profession no Georgetown University Law Center, concluiu que os escritórios de advocacia devem se tornar multidisciplinares, adotando uma nova abordagem de “soluções integradas” na prestação dos serviços jurídicos.

Escritórios de advocacia devem se tornar multidisciplinares

Por “soluções integradas”, entende-se o conjunto de serviços jurídicos personalizados e ágeis, que não necessariamente precisam ser realizados pelos próprios escritórios. Para atender demandas de clientes cada vez mais exigentes, os escritórios devem se valer das soluções de empresas de tecnologia ou mesmo formar equipes flexíveis para tarefas pontuais.

À medida que a tecnologia avança, as relações humanas também se tornam mais complexas. Questões jurídicas antes relegadas ao plano da ficção científica estão chegando aos escritórios de advocacia, exigindo dos profissionais novos saberes, habilidades e mentalidades. É nesse contexto que a abordagem multidisciplinar de soluções integradas está inserida.

multidisciplinares 01
De acordo com o relatório, os escritórios de advocacia devem se tornar multidisciplinares

É provável que você goste:

Tecnologias jurídicas devem ganhar força em 2020, revela pesquisa

Acompanhando as necessidades do mercado

De acordo com o relatório, muitos escritórios de advocacia já começaram a responder às novas necessidades do mercado; alguns deles, aliás, de forma bastante agressiva e inovadora. Embora não seja tão simples migrar para o modelo de “soluções integradas”, o report sugere que as forças do mercado jurídico estão se movendo implacavelmente nesta direção:

Alguns escritórios de advocacia podem optar por fazer melhorias incrementais na “maneira tradicional de fazer as coisas”, na esperança de evitar o inevitável. Mas, mais cedo ou mais tarde, o mercado prevalecerá.

Multidisciplinares ou marginalizados

Conforme o report, escritórios que não se tornarem multidisciplinares correm o risco de ser marginalizados. Ou seja, de permaneceram à margem, em constante ameaça, sendo deixados de lado para lutarem entre si por migalhas, enquanto os outros entregam exatamente o que o mercado exige. E o mercado está falando algo para aqueles que querem ouvir.

Como conclui James Jones, principal autor do relatório:

Os clientes estão levando rapidamente todos os provedores de serviços jurídicos, não apenas os escritórios de advocacia, para um novo modelo mais colaborativo e multidisciplinar, construído em torno de plataformas tecnológicas integradas e fornecido com preços baseados em valor.

Clique AQUI para acessar o relatório completo.


Quer estar por dentro de tudo que envolve Direito, inovação e novas tecnologias?

Então, siga-me no FacebookInstagram e LinkedIn e acompanhe conteúdos diários para se manter atualizado.

Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

Anterior

Tecnologias jurídicas devem ganhar força em 2020, revela pesquisa

Próximo

Para escritórios de advocacia australianos, trabalhar remotamente é muito eficaz