Advogados não entendem muito sobre inteligência artificial, revela pesquisa

A adoção de tecnologias jurídicas é cada vez maior entre escritórios de advocacia e departamentos jurídicos. Advogados ao redor do mundo estão usando ferramentas para aprimorar seus serviços jurídicos. Mas, quando o assunto é inteligência artificial, poucos realmente entendem do que se trata. A revelação é de uma pesquisa da Bloomberg Law.

Advogados não entendem muito sobre inteligência artificial

Conforme o levantamento da Bloomberg Law, a maioria dos profissionais não tem certeza se seus escritórios ou departamentos jurídicos usam ferramentas de inteligência artificial (IA) ou machine learning. Embora a conscientização em relação do tema tenha aumentado, se comparada a 2019, a incompreensão sobre IA é, ainda, bastante significativa:

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O levantamento contou com a participação de 331 profissionais, entre advogados autônomos e corporativos. Questionados sobre o quão bem compreendem os algoritmos adotados no desenvolvimentos de tecnologias jurídicas, 39% dos respondentes afirmaram que não compreendem muito bem ou que não compreendem nada sobre o assunto:

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Mais conclusões da pesquisa

Os entrevistados ficaram divididos quanto às implicações éticas da IA. Só para ilustrar: 27% dos participantes responderam que não estão muito preocupados ou não estão nada preocupados em relação ao tema. Já 25% assinalaram a opção “neutro”, sugerindo que não estavam preocupados o suficiente para dizer que estavam preocupados.

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A Bloomberg Law conduz mensalmente surveys para compreender a visão dos escritórios de advocacia e departamentos jurídicos sobre tecnologias jurídicas. Pesquisas anteriores revelaram que a adoção de ferramentas colaborativas se intensificou durante a pandemia, e que as tecnologias jurídicas não prejudicam os advogados como se costuma pensar.

Clique AQUI para conferir mais detalhes da pesquisa.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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