Por que os escritórios de advocacia estão investindo em legal analytics

A LexMachina, empresa de tecnologia jurídica pertencente ao grupo LexisNexis, recentemente disponibilizou os resultados do 2020 ALM Legal Analytics Survey. O levantamento, conduzido em parceria com a empresa ALM Intelligence, coletou opiniões de 163 advogados, com objetivo de avaliar a adoção do legal analytics pelos escritórios de advocacia.

Compreendendo o legal analytics

Em síntese, o legal analytics abrange o conjunto de tecnologias que permitem análises jurídicas baseadas em dados. No Brasil, há tanto quem o trate como sinônimo de jurimetria, quanto quem o trate como área própria. Seja como for, o ponto é que a técnica complementa o trabalho dos profissionais da advocacia, tornando-os mais assertivos em suas decisões.

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A pesquisa da LexMachina

Conforme o survey, 70% dos maiores escritórios de advocacia estadunidenses já utilizam o legal analytics, seja para desenvolver novos produtos/serviços jurídicos, seja para aprimorar a prática jurídica diária. Além disso, 90% dos entrevistados afirmaram que tal técnica os torna profissionais mais informados, eficientes e, sobretudo, melhores nos que fazem.

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Tudo sugere que a advocacia será cada vez mais analítica

Por que os escritórios de advocacia estão investindo em legal analytics

No item business of law, os entrevistados responderam que a técnica vem sendo adotada tanto para precificar futuros projetos (68%) quanto como inteligência competitiva para novos negócios (67%). Já 64% dos entrevistados assinalaram que adotam o legal analytics em seus escritórios para demonstrar expertise ou vantagem competitiva aos clientes.

No item practice of law, os entrevistados responderam que o legal analytics vem sendo adotado, em especial, para obter insights competitivos (73%). Ou seja, os profissionais o utilizam para pesquisar sobre os advogados da parte contrária (se costumam ganhar ou perder) e sobre o perfil dos magistrados (como decidem os casos que lhes são atribuídos).

Os entrevistados responderam também que usam a técnica para case assessment (59%). Ou seja, com ela buscam estimar os riscos envolvidos em demandas judicializadas e não judicializadas. Já menos da metade (48%) dos entrevistados respondeu que utiliza o legal analytics para tomar melhores decisões estratégicas nos casos patrocinados.

Advocacia analítica no Brasil

No Brasil, alguns escritórios estão começando a enxergar nos dados potencial para aprimorar seus resultados. Já temos, em solo nacional, soluções tecnológicas que ajudam advogados a tomarem decisões estratégicas melhores, sem falar na economia de tempo oferecida por tais ferramentas. Tudo sugere que a advocacia será cada vez mais analítica e baseada em dados.

Ainda estamos engatinhando, mas, sem dúvida, há muito por vir. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.


Clique AQUI para baixar o infográfico completo do survey.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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