Susskind: a advocacia vai evoluir mais na próxima década que em todo o século passado

Em recente palestra no Legal Management Forum 2020, Richard Susskind afirmou que a advocacia vai evoluir mais na próxima década que em todo o século passado. De acordo com o professor britânico, as mudanças vão ocorrer ainda que os próprios advogados não queiram, pois tudo depende dos clientes – e não dos próprios profissionais.

A advocacia vai evoluir como nunca antes

Conforme Susskind, a pandemia está quebrando tabus e princípios que, antes, pareciam inabaláveis. Um deles, sem dúvida, diz respeito à necessidade de escritórios físicos. Os advogados começaram a perceber, em síntese, que não precisam ter uma sede para exercer suas atividades. O trabalho pode ser realizado em qualquer lugar, a qualquer momento:

Isso abriu muitas mentes. – Richard Susskind 

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A pandemia está quebrando tabus e princípios

O desafio do “mais por menos”

A pandemia está acentuando também aquilo que Susskind denomina desafio do “mais por menos”. Os clientes estão exigindo mais qualidade nos serviços prestados e desejando pagar cada vez menos. Na visão de Susskind, a melhor forma de evitar quedas drásticas no faturamento dos escritórios é mudando completamente a forma de trabalhar.

O fato é que as demandas estão crescendo numa escala maior e desproporcional se comparada à disponibilidade do mercado em pagar pelos serviços jurídicos. Além disso, o modelo de billable hours e o próprio sistema de tabelamento proposto pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estão sendo pressionados e tendo sua aplicabilidade questionada.

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Inteligência artificial na advocacia

De acordo com Susskind, a inteligência artificial impulsionará a mudança do modelo de prestação de serviços jurídicos. Embora os investimentos tenham sido reduzidos durante a pandemia, o professor prevê que os escritórios logo perceberão a necessidade de liderar o desenvolvimento de produtos e serviços, com emprego de inteligência artificial.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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