Tecnologias jurídicas devem ganhar força em 2020, revela pesquisa

A Wolter Kluwer divulgou recentemente o relatório The 2020 Wolters Kluwer Future Ready Lawyer. A pesquisa, conduzida em janeiro de 2020, explora as principais tendências para o setor jurídico em 2020. Concluído antes da pandemia, o report fornece uma série de dados e sugere que as tecnologias jurídicas devem ganhar força no decorrer deste ano.

Tecnologias jurídicas devem ganhar força em 2020

A pesquisa contou com a participação de 700 profissionais da advocacia, oriundos dos Estados Unidos e de nove países da Europa, quais sejam, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Itália, França, Espanha, Polônia, Bélgica e Hungria. Em síntese, 76% dos participantes revelaram que enxergam a tecnologia jurídica como a principal tendência para 2020.

Só para ilustrar: 86% dos participantes responderam que a tecnologia mudará a forma como os serviços jurídicas são prestados e 63%  que sistemas de análise preditiva terão impacto significativo no mundo jurídico dentro de três anos. Além disso, conforme a maioria dos entrevistados, as soluções tecnológicas transformarão a advocacia como a conhecemos.

Departamentos jurídicos são mais propensos a adotar novas tecnologias

A pesquisa também revelou que departamentos jurídicos estão mais propensos do que escritórios de advocacia a adotar novas tecnologias em suas atividades diárias. Para os advogados corporativos, estão entre as prioridades: (a) especializar-se em determinada área; (b) usar a tecnologia para melhorar a produtividade; e (c) entender as necessidades dos clientes.

Os dados coletados pela pesquisa demonstram que, para os advogados autônomos, a adoção de novas tecnologias não tem a mesma relevância. Em síntese, estão entre prioridades destes: (a) preço; (b) entender as necessidades dos clientes; e (c) especializar-se em determinada área; e, somente então, (d) usar a tecnologia para melhorar a produtividade.

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De acordo com a pesquisa, departamentos jurídicos mais propensos a adotar novas tecnologias

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Investimentos em tecnologias jurídicas devem aumentar

A inteligência artificial foi citada por 59% dos entrevistados como a tecnologia de maior impacto no futuro, mas apenas 22% afirmaram compreendê-la. Ainda conforme o levantamento, investimentos em tecnologias jurídicas devem aumentar nesta década. Em suma, 60% responderam que pretendem investir mais em tecnologia nos próximos três anos.

Clique AQUI para acessar o relatório completo.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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