Transformação no Direito provocada pela pandemia é apenas o começo de uma evolução maior

A pandemia mudou as regras do jogo no setor jurídico, exigindo adaptação de todos os profissionais. Para o CEO da Everlaw, AJ Shankar, contudo, a transformação provocada por ela é apenas o começo de uma evolução maior, que permitirá, a escritórios de advocacia e departamentos jurídicos, oferecer mais eficiência e segurança a seus clientes.

Transformação no Direito

Embora a jornada tecnológica das equipes jurídicas para o novo momento – ou “novo normal”, como se convencionou denominar – não seja simples de ser executada, ela não precisa ser dolorosa. De acordo com Shankar, existem etapas importantes que podem ajudar a facilitar a transição. Conheça, a seguir, mais detalhes de cada uma das fases:

1. Inicie o processo de mudança cultural

De acordo com Shankar, é essencial iniciar um processo de mudança cultural na empresa para que a transformação digital aconteça. Como os profissionais da área jurídica normalmente resistem ao novo, deve-se criar um ambiente de adoção tecnológica. A adesão das equipes jurídicas é igualmente essencial para que a mudança seja efetiva:

Priorize tecnologias que resolverão os maiores problemas de sua organização e desenvolva um caso de negócios que mostre por que a mudança é necessária. Desenvolva um plano para medir o sucesso para que todos os líderes de negócios entendam o impacto potencial. – AJ Shankar

É provável que você goste:

Indústria de tecnologia jurídica cresce ao redor do mundo

2. Foque na experiência do cliente

A experiência do cliente é um segundo pilar importante. Os advogados devem compreender necessidades dos clientes e colaboradores antes de adotar novas tecnologias. Para Shankar, as equipes responsáveis pela implementação devem atentar ao nível de experiência que o cliente terá com determinada solução tecnológica que venha a ser implementada:

Contrate ou designe um gerente de programa para se concentrar nos projetos de tecnologia e recrute campeões de tecnologia que possam orientar outras pessoas em suas jornadas tecnológicas. – AJ Shankar

3. Priorize a segurança

As equipes jurídicas lidam com dados sensíveis e confidenciais de clientes, parceiros e colaboradores. Proteger tais dados é essencial. Conforme Shankar, os escritórios de advocacia precisam se proteger contra violações de dados, ransomware, phishing e outras ameaças cibernéticas. Como? Adotando soluções de gestão de riscos e criptografia avançada:

Escolha uma tecnologia legal que ofereça forte segurança para questões como gerenciamento de casos, eDiscovery, chatbots de atendimento ao cliente e revisão assistida por tecnologia baseada em IA. Para funções de produtividade de escritório mais gerais, considere terceirizar para provedores de nuvem que oferecem serviços altamente criptografados e tempo de atividade confiável. – AJ Shankar


Enfim, quer estar por dentro de tudo que envolve Direito, inovação e novas tecnologias?

Siga-me, então, no FacebookInstagram e LinkedIn e acompanhe conteúdos diários para se manter atualizado.

Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

Anterior

Resolução do CNJ cita Visual Law como essencial para tornar documentos mais claros

Próximo

O que faz, na prática, um engenheiro jurídico?