Tribunais nos EUA voltam a operar presencialmente e apostam em nova mobília

Após mais de um ano de operação em ambiente remoto, alguns tribunais nos EUA (Estados Unidos) estão retomando suas atividades presenciais. Com mais de 280 milhões de doses administradas no país, as cortes estadunienses estão apostando em uma nova mobília judiciária, com telas de acrílico para separar mesas, cadeiras e cômodos.

Distanciamento social, máscaras e tubos de álcool gel vêm fazendo parte de nossas rotinas nos últimos meses. Audiências virtuais e sustentações orais por videoconferência, da mesma forma, são agora o dia a dia dos profissionais do Direito. Mas nem todos estão satisfeitos com os resultados decorrentes da nova dinâmica de trabalho.

Enquanto a maior parte dos tribunais mantém suas atividades virtuais, cortes de estados como Nova York, Maryland, Minnesota, Texas e Pensilvânia decidiram retornar os atos presenciais. Com máscaras e viseiras protetoras, juízes, servidores, promotores, advogados, testemunhas, partes e jurados vão experimentar a nova “disposição cênica”.

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Tribunais nos EUA apostam em nova mobília

Embora especialistas sinalizem um  futuro híbrido para os tribunais, com atos tanto presenciais quanto virtuais, há quem deseje retornar ao status quo anterior. Reuni algumas imagens para ilustrar os novos arranjos de mobília. Veja, em síntese, como os tribunais nos EUA estão planejando manter suas atividades no mundo pós-pandemia.

Este tribunal em Nova York (Nova York) decidiu instalar telas de acrílico em torno dos jurados:

tribunais nos EUA 01

Já este tribunal em Baltimore (Maryland) rearranjou os assentos e instalou algumas telas de acrílico na sala de audiências:

tribunais nos EUA 02

Este tribunal em Minneapolis (Minnesota) inseriu diversas telas para separar partes, advogados e testemunhas:

tribunais nos EUA 03

Este tribunal em Georgetown (Texas) instalou uma tela de acrílico para que os advogados possam se dirigir aos jurados:

Já este tribunal do Condado de Delaware (Pensilvânia) instalou telas de acrílicos entre as cadeiras dos jurados, para protegê-los:


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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