LiberFly ajuda passageiros a conseguir indenizações contra companhias aéreas

Continuo a série de entrevistas com (co)fundadores de lawtechs e legaltechs do Brasil. Na entrevista de hoje, recebi a LiberFly, uma plataforma que utiliza tecnologia para simplificar e agilizar pedidos de indenizações contra companhias aéreas, em casos de extravio de bagagens, atrasos e cancelamentos de voos, e overbooking.

Conheça, então, mais detalhes da LiberFly:

1. Em primeiro lugar, como surgiu a LiberFly?

A ideia surgiu ainda na faculdade, a partir da própria experiência dos sócios com os serviços aéreos. “Nos tempos de faculdade já falávamos quão difícil era a vida dos clientes no setor aéreo. Nós nos incluímos nesse grupo e, felizmente, assim enxergamos um meio de tornar esses direitos atendidos, de maneira simplificada de acordo com as leis da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do Código de Defesa do Consumidor”, diz o CEO Ari Moraes.

A LiberFly foi criada a partir de investimento próprio em novembro de 2016 pelos três sócios (Gabriel, Cesar e Ari), ambos capixabas apaixonados por inovação e soluções alternativas de conflitos. Através da tecnologia, a LiberFly busca a resolução de forma ágil e assertiva para resgatar a autoestima de consumidores lesados tanto no Brasil e no mundo por problemas ocasionados em decorrência da falha na prestação de serviços oferecidos pelas companhias aéreas.

2. Em resumo, quais são os serviços oferecidos pela startup?

A LiberFly atua mediando falhas na prestação de serviços entre companhias aéreas e passageiros, tais como: cancelamentos de voos, atrasos, overbookings, extravio ou danos à bagagem, etc. Esses podem ser revertidos em dinheiro para o passageiro prejudicado e os valores de indenização podem chegar a R$ 10 mil. As vantagens em contratar esse serviço são muitas, mas especialmente evitar burocracias, já que a empresa resolve todos os trâmites necessários.

3. Qual o diferencial da LiberFly em relação às demais iniciativas/startups que oferecem soluções similares?

A Liberfly é pioneira no ramo de mediações com companhias aéreas na América Latina, atuando também em território europeu, garantindo, assim, uma cobertura global para nossos clientes. Possuímos também um leque de serviços mais amplo, trabalhando tanto com mediações expressas (onde o cliente tem a possibilidade de receber uma indenização em até 48 horas) quanto mediações tradicionais.

4. Aliás, a LiberFly tem um Propósito Transformador Massivo (MTP)? Se sim, qual?

Sim, acreditamos que as pessoas não buscam seus direitos muitas vezes por falta de conhecimento e burocracia. Decidimos assim utilizar da tecnologia para solucionar esses dois problemas, compensando financeiramente os transtornos e ajudando os consumidores a efetivarem os seus direitos.

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5. Em síntese, quem são as pessoas por trás da iniciativa?

A LiberFly hoje tem mais de 40 pessoas ajudando milhares de passageiros a conquistarem seus direitos. Temos um time integrado com pessoas incríveis de diversas áreas de formação, entre economistas, programadores, jornalistas, advogados e pessoas do marketing. Sem muitas palavras, um time completo!

6. Enfim, quais são os planos da LiberFly para os próximos anos?

Queremos continuar crescendo e conscientizando cada vez mais passageiros a respeito de seus direitos. Nascemos com este propósito e não iremos parar até conquistá-lo. No último ano, apenas no Brasil, 16% dos quase 800.000 voos não tiveram o desempenho esperado, afetando aproximadamente 15 milhões de passageiros. Desse total, somente 2% foram atrás de seus direitos. Enfim, desejamos mudar este cenário, desburocratizando processos e trazendo facilidade para os consumidores.


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Bernardo de Azevedo

Advogado, empreendedor, professor e pesquisador de novas tecnologias. Acredita no poder da informação como forma de incentivar as pessoas a promover mudanças.

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