Por que você deve apresentar o contexto da conversa ao juntar prints de WhatsApp nos autos

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Muitos advogados juntam prints de WhatsApp sem se preocupar em apresentar o contexto do diálogo. Como resultado, os magistrados simplesmente não entendem o material juntado e, por vezes, acabam o desconsiderando por completo.

Quer ver um exemplo?

Em decisão publicada nessa semana (20), o juiz Fabio Gondim, ao analisar os prints screens de WhatsApp juntados aos autos, sugeriu que não houve o cuidado do advogado de apresentar o contexto da conversa (Proc. nº 0010900-74.2021.5.03.0106, vinculado à 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte – MG):

Registro que os “prints” de “WhatsApp” juntados, no que diz respeito a valores e pagamentos, trazem apenas discussões confusas, sem qualquer comprovação ou acordo entre as partes, pelo que serão desconsiderados, no particular

Fabio Peixoto Gondim (Juiz do Trabalho Substituto)
prints de whatsapp
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Por não entender o contexto do diálogo de WhatsApp, o magistrado afirmou que os prints apresentaram “discussões confusas”. Como resultado, o juiz substituto da 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG) simplesmente desconsiderou os prints screens juntados.

Contextualize os prints de WhatsApp juntados nos autos

Evite constrangimento similar a esse. Apresente sempre o contexto da conversa. Realce as circunstâncias que acompanham o fato. Em diálogo entre duas pessoas, aponte O QUE foi dito, ONDE foi dito, POR QUE foi dito, QUANDO foi dito, QUEM disse, QUANTO foi dito e COMO foi dito (modelo 5W2H).

Esse modelo pode até dar um pouco mais de trabalho ao profissional, mas, sem dúvida, tornará a prova ainda mais robusta.

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Bernardo de Azevedo

Bernardo de Azevedo

Advogado especialista em Direito Digital, perito digital e professor, com mais de 15 anos de experiência. Doutor em Direito (UNISINOS) e Mestre em Ciências Criminais (PUCRS). Especialista em Computação Forense e Segurança da Informação e em Perícia de Imagens e Documentos Digitais (IPOG). Professor dos cursos de pós-graduação em Direito da FEEVALE e da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Autor de cinco livros publicados pela Thomson Reuters | Revista dos Tribunais, sobre Visual Law, provas digitais, metaverso e golpes digitais. Vencedor do prêmio Top 100 Advogados Digitais 2022.
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