Bernardo de Azevedo publica artigo no ConJur sobre o novo papel dos advogados na era dos agentes de IA

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Agentes de IA: Bernardo de Azevedo publica artigo no ConJur sobre o novo papel dos advogados na era dos agentes de IA

Publicado no Consultor Jurídico, artigo analisa a evolução da engenharia de prompts, o avanço dos agentes de inteligência artificial e as novas competências exigidas dos profissionais do Direito.

O advogado, professor e pesquisador Bernardo de Azevedo e Souza publicou, em 24 de outubro de 2026, um artigo no Consultor Jurídico (ConJur), um dos veículos especializados na cobertura do universo jurídico brasileiro. Intitulado “Além dos prompts: o novo papel do profissional do Direito na era dos agentes de IA”, o texto examina as transformações provocadas pela evolução da inteligência artificial generativa e seus impactos sobre a atuação dos profissionais do Direito.

Na publicação, Bernardo analisa a transição de um modelo de utilização da IA baseado na elaboração de comandos para uma abordagem mais ampla, na qual o profissional passa a estruturar processos, coordenar sistemas inteligentes e supervisionar os resultados produzidos por agentes de inteligência artificial.

O artigo também apresenta conceitos emergentes do desenvolvimento tecnológico, como engenharia de contexto, engenharia agêntica e engenharia de harness, relacionando essas abordagens às novas exigências da prática jurídica.

Da engenharia de prompts à coordenação de agentes de inteligência artificial

Um dos principais pontos abordados por Bernardo de Azevedo no ConJur é a mudança gradual das competências necessárias para utilizar sistemas de inteligência artificial.

Segundo o autor, a engenharia de prompts ocupou uma posição central nas discussões iniciais sobre IA generativa, especialmente diante da necessidade de formular instruções claras e específicas para obter melhores resultados.

Entretanto, a evolução dos modelos de linguagem ampliou esse cenário. A qualidade das respostas passou a depender também da organização das informações fornecidas, da seleção de fontes confiáveis e da estruturação adequada do contexto.

Essa transformação contribuiu para o desenvolvimento de abordagens como a engenharia de contexto, que considera não apenas as instruções direcionadas à inteligência artificial, mas também o conjunto de informações e condições disponíveis para a realização de determinada tarefa.

No artigo, Bernardo destaca que a evolução tecnológica está deslocando progressivamente a atuação humana da execução direta de atividades para a definição de objetivos, a organização de processos e a avaliação dos resultados.

Engenharia agêntica e novas competências para a advocacia

Outro conceito explorado na publicação é a engenharia agêntica (agentic engineering), expressão associada ao desenvolvimento de sistemas capazes de executar tarefas por meio de agentes de inteligência artificial.

Diferentemente das interações tradicionais com chatbots, os agentes de IA podem utilizar ferramentas, realizar ações e desenvolver atividades em múltiplas etapas, respeitando instruções, limites e mecanismos de supervisão.

No contexto jurídico, essa evolução abre espaço para novas formas de organização do trabalho.

Em vez de executar individualmente todas as etapas de uma atividade, o advogado pode assumir uma função de coordenação, estabelecendo objetivos, selecionando informações relevantes, definindo critérios de qualidade e verificando os resultados produzidos pelos sistemas.

Bernardo também examina a chamada engenharia de harness (harness engineering), abordagem relacionada à estruturação dos ambientes, ferramentas e mecanismos de controle que orientam o funcionamento dos agentes de inteligência artificial.

A discussão evidencia como a adoção de IA no Direito envolve questões que ultrapassam o conhecimento de ferramentas e comandos, alcançando a própria concepção dos processos de trabalho.

O julgamento humano continua central na utilização da IA

Apesar dos avanços dos sistemas autônomos, o artigo publicado no ConJur ressalta que a responsabilidade pelas decisões permanece vinculada à atuação humana.

Para Bernardo de Azevedo e Souza, a utilização de agentes de inteligência artificial exige que os profissionais desenvolvam competências relacionadas à avaliação crítica, à identificação de riscos e à supervisão dos resultados.

Esse cenário é especialmente relevante para a advocacia, atividade que envolve a interpretação de circunstâncias concretas, a avaliação de consequências jurídicas e a tomada de decisões que podem afetar direitos e interesses de terceiros.

A publicação sustenta que a capacidade de formular boas perguntas continua importante, mas passa a integrar um conjunto mais amplo de competências profissionais, incluindo conhecimento especializado, pensamento crítico e capacidade de coordenação.

Assim, o avanço da inteligência artificial não elimina a necessidade de conhecimento jurídico. Ao contrário, aumenta a importância de profissionais capazes de orientar adequadamente os sistemas e reconhecer seus limites.

Publicação no ConJur antecedeu participação na Fenalaw 2026

O artigo também apresentou os temas que seriam aprofundados por Bernardo de Azevedo durante sua participação na Fenalaw 2026, realizada em São Paulo entre os dias 27 e 29 de outubro.

A programação de 28 de outubro incluiu a palestra e o workshop “Prompt Thinking: A Nova Mente Estratégica do Líder Jurídico”, conduzidos pelo especialista.

A proposta da atividade foi explorar a transformação das competências profissionais diante da evolução da inteligência artificial, com atenção especial à estruturação de contextos, à orientação de sistemas inteligentes e à preservação do julgamento humano.

A publicação no Consultor Jurídico conectou, portanto, a discussão acadêmica e tecnológica às aplicações práticas da inteligência artificial na advocacia e na gestão jurídica.

Bernardo de Azevedo e Souza e a transformação digital do Direito

Pós-doutor e doutor em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), mestre em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), advogado e professor, Bernardo de Azevedo e Souza desenvolve atividades relacionadas ao Direito Digital, à inteligência artificial e às transformações tecnológicas na prática jurídica.

Sua produção acadêmica e profissional abrange temas como inteligência artificial generativa, provas digitais, inovação jurídica e utilização de tecnologias emergentes no sistema de Justiça.

A publicação do artigo no ConJur integra esse conjunto de atividades voltadas à análise das mudanças que a inteligência artificial vem provocando nas profissões jurídicas.

Ao discutir a passagem da engenharia de prompts para a coordenação de agentes inteligentes, Bernardo propõe uma reflexão sobre o futuro da advocacia e sobre a necessidade de preparar os profissionais do Direito para novas formas de interação com a tecnologia.

O artigo “Além dos prompts: o novo papel do profissional do Direito na era dos agentes de IA” foi publicado na seção de Advocacia do Consultor Jurídico em 24 de outubro de 2026.

Leia também: Bernardo de Azevedo destaca importância do OSINT e da advocacia proativa na Fenalaw 2026 e Bernardo de Azevedo ministra palestra e workshop sobre inteligência artificial na Fenalaw 2026. Fonte de referência: ConJur.

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Agentes de IA: o novo papel dos advogados, segundo o ConJur em 2026 | Bernardo de Azevedo